quarta-feira, 1 de março de 2017

Quando conheci a Chapada dos Veadeiros


Reenergizei, revigorei e renovei.
Desfiz-me de toda dor.
Tudo que me fez mal foi levado pela água gelada da cachoeira, toda mágoa foi deixada para trás.
O forró me trouxe o sorriso bobo de novo. O tal do xote trouxe um gingado por mim já conhecido, que por um momento havia sido esquecido, o qual costumava usar para levar a vida de forma mais leve.
Sou grata ao Cerrado, que com sua simplicidade me lembrou que tudo que eu preciso para ser feliz tenho comigo.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Luzeiro no mundo


Busco trazer a paz na turbulência.
Iluminar quando há confusão.
Onde há ódio, apresentar amor.
Apascentar quando o mundo pede para
colocar lenha na fogueira.

Já sei que não é missão fácil deixar de lado a natureza egoísta para tentar acrescentar vida ao mundo.
Que não é fácil deixar a vontade de ficar emburrada ou calada para fornecer ouvidos disponíveis para aqueles que precisam apenas de alguns minutos do meu tempo e de um olhar carinhoso e atento.
Que não é fácil deixar o prazer de ter razão para possuir a paz de saber que nada sou.
(Óbvio que eu falho; mas quando consigo, o ganho é mútuo) Não há história que tenham me contado que não tenha deixado aprendizado. O que é a vida sem momentos compartilhados?
Dizem por aí que cada um tem uma missão na terra: eu escolhi ser luzeiro no mundo. ☀️❤️

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Sobre respeito e empatia: ossos do ofício no tatame

        Eu não sou atleta profissional - nem amadora - apenas treino jiu-jitsu. Há 4 anos descobri essa modalidade, gostei do que ela me proporcionou e persisto até hoje. Procuro treinar duas vezes por semana por questão de tempo disponível. Sou adulta, trabalho, estudo, cuido da casa, tenho meus amigos e relações para cultivar, tenho minha espiritualidade e não é minha prioridade despender mais tempo da minha vida com os treinos dessa modalidade. O que muita gente não sabe é que só por praticar esse esporte minha vida é afetada nos mais diversos aspectos. E, dessa forma, me torno um pouco intolerante quando fazem brincadeiras "inocentes" sobre essa dimensão tão importante da minha vida. Essa semana resolveram "zoar" a minha graduação no "jiu". O sentimento foi: "é, realmente, para estar fazendo esse tipo de piada, você não faz a mínima ideia do que eu passo para estar no tatame".

     Treinar jiu-jitsu por si só já é sério. O fato é que não tem como treinar jiu descompromissadamente, porque mesmo treinando descompromissadamente você sofre as consequências de treinar sério. Eu acredito que me encaixo nesse perfil: treino pelo "life style", não tenho pretensão de competir no jiu-jitsu, nem de virar lutadora de MMA posteriormente ou algo assim. Eu treino porque gosto da sensação, do cansaço pós-treino, da sensação de que consegui me livrar de alguém que queria me “finalizar”, de ativar meu extinto de sobrevivência e até mesmo de tirar onda com um parceiro de treino que eu tenha mais intimidade. É algo leve, que me faz rir, extravasar, me traz paz, é relaxante e descontraído. Ao treinar jiu-jitsu se constrói a relação com uma família, cria-se um espaço para deixar todas as suas angústias, pode-se estabelecer seu próprio tratamento para ansiedade, rompe-se com o sedentarismo e cria-se resistência física. E, para tudo isso, paga-se um preço.

        Treinar jiu-jitsu - especificamente para mulher - é abrir mão de ter unhas compridas, por questão de segurança; é não ligar tanto assim para o aspecto do cabelo que fica meio detonado mesmo; é não ligar para os hematomas roxos pelo corpo todo e conseguir viver tranquila com essa exposição quando se usa shorts, saia, vestido, regata, ou qualquer vestuário que mostre alguma parte do corpo. Treinar jiu-jitsu é se acostumar com a dor; é correr o risco de ficar com a orelha "couve-flor" por mais que você faça o máximo para evitar isso; é ter dor nas mãos e dedos diariamente devido as "pegadas"; é sempre ter uma dorzinha no pescoço, no joelho, na virilha. Treinar jiu-jitsu é abrir mão de relacionamentos com homens que não conseguem tolerar que você está em um tatame ou que não conseguem entender o seu "charme" diante do exposto anteriormente. É ter que escutar que você fica "se agarrando com um monte de homem", que quem luta é "machorra" ou ainda "piriguete". Treinar jiu-jitsu é superação em flexibilidade, coordenação, força e acerto de posição: é evolução. E é lidar com isso emocionalmente entendendo que alguns evoluem mais rápido – dom, talento, aspecto cerebral, quantidade de treino – e que para outros a evolução é mais lenta e gradativa, mas pode ter certeza que em todos os casos sempre será valoroso perceber que algo antes impensável tornou-se possível. Treinar jiu-jitsu é busca de igualdade de gênero, aprender a respeitar o adversário independentemente do tamanho e prezar pela saúde e integridade de ambos. É aprender que tão fundamental quanto amassar é manter a calma quando se está sendo amassado.

       Eu escolhi o jiu-jitsu para fazer parte da minha vida e espero realmente que você possa respeitar isso. É importante para mim. O respeito por tudo que eu passo para estar no tatame é algo pelo qual não abro mão. Espero que me expor desse jeito possa fazer mais gente entender e respeitar o que passamos para estar lá.

terça-feira, 12 de abril de 2016

O tal do príncipe encantado

     Apesar de sua conversa sobre amor romântico, segundo Henry, as mulheres tendem a analisar excessivamente a situação:
    - Elas são hipócritas. Dizem que querem um amor verdadeiro, mas o cara precisa ter certa altura, ganhar bem, e não pode ter crises de humor nem ser uma pessoa de verdade.
     Ele deve estar certo.

(Trecho do livro: Mulheres que escolhem demais - Pare de colocar defeito em todo mundo - Lori Gottlieb)


sexta-feira, 1 de abril de 2016

Cair 7, levantar 8.

Se a vida às vezes dá uns dias de segundos cinzas e o tempo "tic-e-taca" devagar, põe o teu melhor vestido, brilha teu sorriso, vem pra cá, vem pra cá.
Se a vida muitas vezes só chuvisca só garoa e tudo não parece funcionar, deixa esse problema à toa, pra ficar na boa, vem pra cá! (Chimarruts - Do lado de cá)


          É, às vezes a gente passa por isso. É normal acordar triste de vez em quando, é normal, às vezes, não ter vontade de levantar da cama, tentar fingir que o novo dia não começou, que não temos mais uma batalha pela frente. Normalmente isso acontece quando alguma batalha foi perdida; pois é, conseguiram te atingir, com ou sem maldade por parte do "agressor", seu coração encontra-se ferido. Tudo bem, parece até um pouco de drama, mas tenho certeza que para quem está machucado as frases anteriores fazem sentido.
         É amigo, passo por isso diversas vezes. Não é porque o mundo é mal. Não é porque as pessoas querem todas te derrubar -  por mais que algumas realmente queiram. É porque inúmeras vezes não estamos preparados para o que vai acontecer. Comigo, pelo menos, o que acontece é que eu preparo toda a minha mente para uma situação imaginada. Contudo, todavia, entretanto, na hora da verdade, as coisas não acontecem como planejei. Sabe aquela conversa que você ia ter com um amigo para ajudá-lo com toda boa intenção? Ela pode não ser bem recebida e ele pode simplesmente querer te dizer várias verdades. Sabe aquele teu modo de se comportar que todo mundo elogia? Em uma nova atmosfera pode não ser "tão" bem visto. Sabe aquele feedback construtivo que te passaram? Pois é, derrubou você do seu conto de fadas, pois você nem imaginava que aquilo não era positivo.
          Acontece!
          Mas e aí? O que faremos? O negócio é descobrir ao longo da vida pequenas coisas que tem o poder de elevar o seu moral novamente. Uma música - como a que coloquei no início desse texto - já pode servir. Toda vez que acordo cabisbaixa dou uma cantarolada nela. Ela me faz lembrar que por mais que haja dias ruins, nos quais aquela chuvinha chata insiste em cair e acabar com o clima de entusiasmo, existem dias de sol que estão por vir.
         O importante é que fique o aprendizado: que aconteça o processo de reflexão.


         Examinai tudo. Retende o bem. (1 Tessalonicenses 5:21)


domingo, 20 de março de 2016

Jamais esquecer do Abençoador




      Tem acontecido coisas maravilhosas na minha vida. E eu glorifico a Deus, que com seu intenso cuidado e plena misericórdia, tem feito tudo: aberto portas que por minhas mãos não seriam abertas. Ele tem feito o inimaginável e eu entrego toda honra e glória a Ele, pois por mim mesmo de nada sou capaz.

Eternamente grata pelo Teu cuidado para comigo. 

      "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de benção espiritual nas regiões celestiais (...) e em amor nos predestinou pra ele (...) para louvor da glória de sua graça, que nos concedeu gratuitamente no Amado, no qual temos a redenção pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça, que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e prudência(...)" Efésios 1: 3-8

quarta-feira, 9 de março de 2016



Trabalhe com aquilo que você ama, porque não se pode esperar cinco dias para aproveitar apenas dois no final de semana.