quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Sobre respeito e empatia: ossos do ofício no tatame

        Eu não sou atleta profissional - nem amadora - apenas treino jiu-jitsu. Há 4 anos descobri essa modalidade, gostei do que ela me proporcionou e persisto até hoje. Procuro treinar duas vezes por semana por questão de tempo disponível. Sou adulta, trabalho, estudo, cuido da casa, tenho meus amigos e relações para cultivar, tenho minha espiritualidade e não é minha prioridade despender mais tempo da minha vida com os treinos dessa modalidade. O que muita gente não sabe é que só por praticar esse esporte minha vida é afetada nos mais diversos aspectos. E, dessa forma, me torno um pouco intolerante quando fazem brincadeiras "inocentes" sobre essa dimensão tão importante da minha vida. Essa semana resolveram "zoar" a minha graduação no "jiu". O sentimento foi: "é, realmente, para estar fazendo esse tipo de piada, você não faz a mínima ideia do que eu passo para estar no tatame".

     Treinar jiu-jitsu por si só já é sério. O fato é que não tem como treinar jiu descompromissadamente, porque mesmo treinando descompromissadamente você sofre as consequências de treinar sério. Eu acredito que me encaixo nesse perfil: treino pelo "life style", não tenho pretensão de competir no jiu-jitsu, nem de virar lutadora de MMA posteriormente ou algo assim. Eu treino porque gosto da sensação, do cansaço pós-treino, da sensação de que consegui me livrar de alguém que queria me “finalizar”, de ativar meu extinto de sobrevivência e até mesmo de tirar onda com um parceiro de treino que eu tenha mais intimidade. É algo leve, que me faz rir, extravasar, me traz paz, é relaxante e descontraído. Ao treinar jiu-jitsu se constrói a relação com uma família, cria-se um espaço para deixar todas as suas angústias, pode-se estabelecer seu próprio tratamento para ansiedade, rompe-se com o sedentarismo e cria-se resistência física. E, para tudo isso, paga-se um preço.

        Treinar jiu-jitsu - especificamente para mulher - é abrir mão de ter unhas compridas, por questão de segurança; é não ligar tanto assim para o aspecto do cabelo que fica meio detonado mesmo; é não ligar para os hematomas roxos pelo corpo todo e conseguir viver tranquila com essa exposição quando se usa shorts, saia, vestido, regata, ou qualquer vestuário que mostre alguma parte do corpo. Treinar jiu-jitsu é se acostumar com a dor; é correr o risco de ficar com a orelha "couve-flor" por mais que você faça o máximo para evitar isso; é ter dor nas mãos e dedos diariamente devido as "pegadas"; é sempre ter uma dorzinha no pescoço, no joelho, na virilha. Treinar jiu-jitsu é abrir mão de relacionamentos com homens que não conseguem tolerar que você está em um tatame ou que não conseguem entender o seu "charme" diante do exposto anteriormente. É ter que escutar que você fica "se agarrando com um monte de homem", que quem luta é "machorra" ou ainda "piriguete". Treinar jiu-jitsu é superação em flexibilidade, coordenação, força e acerto de posição: é evolução. E é lidar com isso emocionalmente entendendo que alguns evoluem mais rápido – dom, talento, aspecto cerebral, quantidade de treino – e que para outros a evolução é mais lenta e gradativa, mas pode ter certeza que em todos os casos sempre será valoroso perceber que algo antes impensável tornou-se possível. Treinar jiu-jitsu é busca de igualdade de gênero, aprender a respeitar o adversário independentemente do tamanho e prezar pela saúde e integridade de ambos. É aprender que tão fundamental quanto amassar é manter a calma quando se está sendo amassado.

       Eu escolhi o jiu-jitsu para fazer parte da minha vida e espero realmente que você possa respeitar isso. É importante para mim. O respeito por tudo que eu passo para estar no tatame é algo pelo qual não abro mão. Espero que me expor desse jeito possa fazer mais gente entender e respeitar o que passamos para estar lá.

terça-feira, 12 de abril de 2016

O tal do príncipe encantado

     Apesar de sua conversa sobre amor romântico, segundo Henry, as mulheres tendem a analisar excessivamente a situação:
    - Elas são hipócritas. Dizem que querem um amor verdadeiro, mas o cara precisa ter certa altura, ganhar bem, e não pode ter crises de humor nem ser uma pessoa de verdade.
     Ele deve estar certo.

(Trecho do livro: Mulheres que escolhem demais - Pare de colocar defeito em todo mundo - Lori Gottlieb)


sexta-feira, 1 de abril de 2016

Cair 7, levantar 8.

Se a vida às vezes dá uns dias de segundos cinzas e o tempo "tic-e-taca" devagar, põe o teu melhor vestido, brilha teu sorriso, vem pra cá, vem pra cá.
Se a vida muitas vezes só chuvisca só garoa e tudo não parece funcionar, deixa esse problema à toa, pra ficar na boa, vem pra cá! (Chimarruts - Do lado de cá)


          É, às vezes a gente passa por isso. É normal acordar triste de vez em quando, é normal, às vezes, não ter vontade de levantar da cama, tentar fingir que o novo dia não começou, que não temos mais uma batalha pela frente. Normalmente isso acontece quando alguma batalha foi perdida; pois é, conseguiram te atingir, com ou sem maldade por parte do "agressor", seu coração encontra-se ferido. Tudo bem, parece até um pouco de drama, mas tenho certeza que para quem está machucado as frases anteriores fazem sentido.
         É amigo, passo por isso diversas vezes. Não é porque o mundo é mal. Não é porque as pessoas querem todas te derrubar -  por mais que algumas realmente queiram. É porque inúmeras vezes não estamos preparados para o que vai acontecer. Comigo, pelo menos, o que acontece é que eu preparo toda a minha mente para uma situação imaginada. Contudo, todavia, entretanto, na hora da verdade, as coisas não acontecem como planejei. Sabe aquela conversa que você ia ter com um amigo para ajudá-lo com toda boa intenção? Ela pode não ser bem recebida e ele pode simplesmente querer te dizer várias verdades. Sabe aquele teu modo de se comportar que todo mundo elogia? Em uma nova atmosfera pode não ser "tão" bem visto. Sabe aquele feedback construtivo que te passaram? Pois é, derrubou você do seu conto de fadas, pois você nem imaginava que aquilo não era positivo.
          Acontece!
          Mas e aí? O que faremos? O negócio é descobrir ao longo da vida pequenas coisas que tem o poder de elevar o seu moral novamente. Uma música - como a que coloquei no início desse texto - já pode servir. Toda vez que acordo cabisbaixa dou uma cantarolada nela. Ela me faz lembrar que por mais que haja dias ruins, nos quais aquela chuvinha chata insiste em cair e acabar com o clima de entusiasmo, existem dias de sol que estão por vir.
         O importante é que fique o aprendizado: que aconteça o processo de reflexão.


         Examinai tudo. Retende o bem. (1 Tessalonicenses 5:21)


domingo, 20 de março de 2016

Jamais esquecer do Abençoador




      Tem acontecido coisas maravilhosas na minha vida. E eu glorifico a Deus, que com seu intenso cuidado e plena misericórdia, tem feito tudo: aberto portas que por minhas mãos não seriam abertas. Ele tem feito o inimaginável e eu entrego toda honra e glória a Ele, pois por mim mesmo de nada sou capaz.

Eternamente grata pelo Teu cuidado para comigo. 

      "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de benção espiritual nas regiões celestiais (...) e em amor nos predestinou pra ele (...) para louvor da glória de sua graça, que nos concedeu gratuitamente no Amado, no qual temos a redenção pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça, que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e prudência(...)" Efésios 1: 3-8

quarta-feira, 9 de março de 2016



Trabalhe com aquilo que você ama, porque não se pode esperar cinco dias para aproveitar apenas dois no final de semana.

Vai ser feliz, meu filho!


   No meu ciclo social, é comum ouvir reclamações sobre milionários que sem estudar ganham mais por ano do que ganharemos em toda nossa vida, normalmente, faz-se essa referência a artistas ou jogadores de futebol. 
   Eu sei que esse é um assunto bem discutível, e talvez nem eu tenha uma posição absoluta, mas eu não acho que seja tão absurdo assim uma pessoa "sem estudo" ganhar rios de dinheiro com atividades artísticas ou desportivas. No contexto em discussão, as pessoas que reclamam normalmente o fazem pelo fato de estudarem por anos e achar injusto que alguém que não tenha que estudar tanto seja tão melhor remunerado.
   Mas aí é que eu me lembro: a gente não escuta desde sempre que precisamos fazer aquilo que gostamos? Ué, aqueles que ganham milhões foram lá e se dedicaram ao que queriam fazer. Tiveram coragem, quando decidiram seguir esse caminho, pois não sabiam o que poderia acontecer. Claro, agora que deu certo, é bem fácil falar que a pessoa é uma sortuda; mas e se ela não tivesse dado certo, falariam que ela teve azar, ou falariam bem feito porque resolveu fazer alguma coisa que gostava invés de pensar no próprio sustento?
   Acho na verdade que essas reclamações chegam a configurar certo "recalque". Parece-me que a pessoa que questiona isso não está muito certa de suas escolhas, quem sabe está seguindo o caminho dos estudos apenas pelo caráter instrumental, sem realmente querer isso pra si. Quem sabe não seria melhor um ato de coragem e ir fazer o que realmente faz sentido? Ninguém te prende na vida que você está levando. Vai ser feliz, meu filho!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Já dizia meu pai...

Porque na vida não tem lanchinho grátis!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Sobre cavaleiros, príncipes encantados e afins

 - Perdida no seu mundinho, hein, Louisa?
 - Ah, olá, Deirdre. Cheguei um pouco para o lado para ela poder sentar.
Deirdre e mamãe eram amigas desde garotas. Ela era dona de uma loja de cortinas e almofadas e já havia se divorciado três vezes. Tinha tanto cabelo que parecia usar peruca e o rosto era triste e ansioso como se ainda sonhasse com o cavaleiro que viria buscá-la num cavalo branco.


(Trecho do livro: Como eu era antes de você - Jojo Moyes)






segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Que a felicidade vire rotina

    Não, não, eu não quero muito! Eu não espero muito da vida. Eu quero coisas bem simples, mas que façam sentido. Sentido pelo menos pra mim.
    Eu quero me alegrar a cada violeta nova comprada, a cada bolo diferente e gostoso que eu provar na padaria da esquina, a cada golpe de jiu jitsu que eu conseguir aplicar com eficiência em um "rola" sem compromisso, a cada elogio recebido. 
    Quero cultivar relacionamentos -relacionamentos baseados na verdade - que tenham principalmente cumplicidade. Quero sorrir ao ler uma frase bonita - e que faça sentido - pela primeira vez e ficar feliz ao descobrir um livro de literatura que realmente me encante e me faça querer lê-lo em apenas um final de semana.
    Quero paz. Quero o que faça sentido. Quero o que me faça sorrir sem muito esforço. Quero ainda que esse momentos, que hoje são apenas flashs, tornem-se rotineiros e que eu desaprenda a viver de qualquer outro jeito.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

"Carolina Sparvoli Gaubert" por nós


Fé, verdade, família e amor. Ansiedade, maturidade, às vezes, infantilidade. Riso, paixão e compromisso. Atividade, projeto e trabalho. Vida. Amizade. Esforço, luta, independência, batalha e provação: evolução. Confiança. Conhecimento e autoconhecimento. Carinho e apego. Felicidade e empolgação.
Metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio. Metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que eu calo. Metade de mim é o que eu penso, mas a outra metade é vulcão. Metade de mim é lembrança do que fui, a outra metade não sei. Metade de mim é paixão, a outra metade pensar. Metade de mim é empolgação, a outra metade decepção. Metade de mim é como planejei, a outra apenas quer ser feliz. Metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço. Metade de mim é amor, a outra metade também.
Que o verão no meu sorriso nunca acabe e aquele medo de viver um dia se torne um grande amor.
Que a vida não se torne mais pesada do que eu possa carregar e que os objetivos nunca deixem de existir.
Que eu faça diferente toda vez que a mesmice me cansar e que ainda exista força pra me renovar.
Que um dia o vulcão se torne calmaria; mas que possa brilhar à toa, só vibrando amor e paz.



Por Carolina Gaubert, Oswaldo Montenegro e Alexandre Carlo

Nunca se esvair



Sabe, Deus, às vezes me esqueço de te agradecer por todo cuidado que tens comigo. Obrigada! Por fazer a tua vontade; nunca a minha. Obrigada! Por se manter fiel, mesmo quando sou infiel. Obrigada! Por me deixar saber que estás comigo, principalmente nas piores horas. Obrigada! Por não deixar minha se esvair.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Até a uva...


E o importante é entender que o arco-íris só virá caso antes exista tempestade.
E que não vale a pena ignorar a tempestade. Melhor é perceber o que ela traz consigo e quais áreas vem a afetar. Melhor é sentir o que se tem pra sentir, pra depois poder seguir em frente, sobretudo, com o devido aprendizado. Após esse momento de consciência, será sim possível apenas apreciar a beleza do arco-íris, seguir o baile e viver em paz de novo (até a próxima tempestade).

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Eu "TENHO QUE" quase nada...

    



    Nós nos cobramos demais! Falo por mim, vamos lá: tenho que ser inteligente pra demonstrar pros outros que tenho conteúdo; tenho que controlar meu riso pra ninguém achar que eu ainda sou infantil; tenho que levar a musculação a sério pra ficar com o corpo bonito e poder ir pra praia sem me sentir envergonhada; tenho que controlar a alimentação pra ver se colaboro com o "favor" que a musculação me faz; tenho que estudar pra passar em outro concurso porque não posso estagnar como servidora pública; tenho que ser uma ótima servidora porque tenho que provar que servidor público não é tudo preguiçoso; tenho que parecer super santificada porque se não o pessoal da igreja pode me julgar; tenho que ser boa no jiu jitsu, afinal meu irmão é bom e todo mundo espera isso de mim; tenho que arranjar um namorado pra um dia poder casar e ter filhos, se não vou ficar pra titia; tenho que... Tá, os exemplos dados já são suficientes.
    Ninguém merece viver com todas essas imposições, toda essa pressão! Acho importante que busquemos melhorar a todo tempo - e eu busco - mas isso não pode tornar nossa vida um fardo. Muito possivelmente eu não vá deixar de perseguir nenhum dos objetivos listados ali em cima, e ainda existem outros, mas se não deu pra treinar como deveria? Relaxa, que semana que vem tem mais e a gente tenta ajustar! E se mesmo tendo me esforçado, não deu pra dar conta do conteúdo do edital antes da prova? Vou lá e vou fazer o meu melhor, se não der, a gente continua na batalha! E se eu to morrendo de vontade de me atacar naquela barra de shot branco, que já faz 1 mês que não como? Eu vou e vou ser feliz!
    Não gente, não to incentivando ninguém a ser relapso e desistir dos objetivos; só estou querendo ajudar meus amigos e amigas a não sofrerem tanto quanto eu sofro e já sofri por expectativas que muitas vezes são impostas a nós e que a gente acha que deve cumprir. Não é justo viver um fardo desse tipo. Por um período é necessário, mas também não é necessário sair por aí se chicoteando. Se ta muito difícil, melhor relaxar um pouco, logo melhora. 
    Se fosse falar em 10 pensamentos para se atingir a verdadeira felicidade - esse tipo de título vende muito bem - com certeza um deles seria: "Você 'TEM QUE' bem pouca coisa, cuidado pra não tornar dura demais uma vida que pode ser leve". Ainda na mesma linha, não tenho dúvida que o item número 1 seria: "Gratidão: agradeça sempre por tudo que você já pode conquistar, pelas pessoas que te rodeiam, pelas experiências que lhe foram proporcionadas nessa vida (...) Tire o foco daquilo que está faltando. Simplesmente: seja grato!"

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Bipolar? Eu?

Preservo todas as postagens nesse blog por uma questão de apego.
Eu estava dando uma olhada geral nelas e percebi que que se alguém resolver ler desde o início, sem atentar para a diferença de datas, vai pensar que sou bipolar. Bipolar? Eu? Bom, talvez, mas não por isso. O que aconteceu nesse blog é que faz 8 anos - não completos - que o tenho (2008 a 2016), e nos últimos dois, nem passei por aqui. (E vai perceber que tá cheio de erros de português também)
E antes disso, também havia ficado um  período sem aparecer.
Esse blog não possui leitores. Trata-se apenas de uma forma de eu ter onde escrever quando tenho algo a dizer ou quando existe algum sentimento no meu peito que grita veementemente buscando ser externalizado.
Bom, estou justificando isso, porque senti a necessidade de escrever um novo post com o título: "Prazer, Carolina Sparvoli Gaubert"; todavia, não vou excluir o antigo.
Na verdade, retifico a informação da primeira frase: não mantenho as postagens aqui por questão de apego; conservo por fazerem parte de mim, da minha história, da composição do meu "eu", do que me tornei hoje.



Percebi

         Percebi que amar é diferente daquilo que sempre idealizei.
         Percebi que o amor simplesmente acontece. Que não importa se você tem uma lista com 10 requisitos para um(a) namorado(a), que não importa o que você espera de uma outra pessoa, ela não tem nenhuma obrigação em cumprir com as suas expectativas. Você ama a pessoa pelo que ela é: seja com qualidades, seja com defeitos, você simplesmente ama. Você ama o todo, você ama ela, não ama requisitos que ela cumpriu.
         Infelizmente, aquela crença de "príncipe encantado"- de que você vai encontrar a pessoa perfeita, seu príncipe, que ele vai fazer tudo por você e você tudo por ele, que vocês vão sentir como se tudo ao redor de vocês não existisse - não é verdade. 
         Na verdade, nem sei se é infelizmente, porque você também não é perfeito, nem nunca será, e  ainda, dificilmente cumprirá com uma lista completa de requisitos. Assim como eu também não.
         O que percebi, ainda que tarde, após ter imposto inúmeras condições em alguns relacionamentos, que não há motivos para amar, há apenas amor. Por mais que eu realmente acreditasse que se algumas coisas não mudassem eu não conseguiria ser feliz, essa não era a verdade. Hoje aprendi que o tamanho do sentimento importa muito mais do que a quantidade de requisitos cumpridos e que, se um dia, eu encontrar alguém que eu ame, não vai ter o que mudar, porque as coisas que não gosto também compõem aquela pessoa pela qual me apaixonarei.